Seminário Conscientização Mediúnica

ev2009Set011Seminário Conscientização Mediúnica

Data: 19.09.2009

Hora: 14 h 00 às 18 h 20

Local: Centro Espírita Francisco de Assis

Palestrantes: Marta Antunes Moura (Bióloga, Biomédica e Coordenadora da Mediunidade da FEB) e Aldenice Cousseiro de Carvalho Filha (Médica Homeopata, trabalhadora da FEB, na área Mediúnica).

Participantes: Cerca de 300 pessoas espíritas ou simpatizantes.

Temas abordados: Conscientização Mediúnica (Marta Antunes); Prece, Autoconhecimento e Vivência Espírita (Aldenice Carvalho) e Vivência Mediúnica (Marta Antunes) e debates com a participação de ambas as palestrantes. Os “slides” correspondentes às três palestras foram fornecidos pelas palestrantes, através de Sérgio Pontes, Diretor da FEEC, e encontram-se à disposição de todos.

DESENVOLVIMENTO:

A prece inicial foi feita pelo Presidente do Centro Espírita Francisco de Assis. A seguir, houve a apresentação do Grupo Musical do Centro Espírita Lar dos Humildes, que interpretou quatro belas canções. Tal apresentação repetiu-se, com o canto de outras canções, após o intervalo que se encerrou às 15 h 40.

COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES AOS SLIDES DAS PALESTRAS:

Conscientização Mediúnica (Marta Antunes)

Informou, dando provas de humildade, que não era palestrante e que estava procurando superar seus próprios limites. O tema que iria abordar estava calcado no livro de mesmo nome, de autoria de Suely Caldas Schubert. O tema é muito oportuno e abrangente e quase que nos obriga a fazer uma conscientização. Temos consciência de nossas responsabilidades ou estamos apenas informados? Por que fazemos isso ou aquilo? Qual é a finalidade? Por que os Espíritos estão ali? Espírito protege mais? São indagações que merecem nossa reflexão. É muito importante vivenciar o Espiritismo. Estar impregnado de Espiritismo. Somos como esponjas e a água como o Espiritismo: devemos mergulhar no Espiritismo e nos embebermos dele, tal como a esponja se embebe de água, quando imersa nela. Humanizar é um trabalho de todo dia. Basta um gesto afável, para desmontar barreiras psicológicas, assim como, basta uma palavra inadequada para gerar ódio. Precisamos ser mais pró-ativos, pois a caridade é o amor em ação, no dizer de Joanna de Angelis. Nunca esquecer o que disse Marcos (14:38): Vigiai e Orai (não o contrário, como costumamos dizer), para não cairdes em tentação. É preciso manter-se sempre em vigilância.

Prece, Autoconhecimento e Vivência Espírita (Aldenice Carvalho ou Dena)

A prece pode ser horizontal, vertical e refratada. A horizontal tem pequeno alcance, ficando restrita quase que ao ambiente em que se encontra. A vertical, feita com muita fé, ganha as alturas. A refratada é aquela que, pela intensidade da fé com que é proferida, ganha as alturas e tem condições de ser atendida. A prece nos dá firmeza, serve de escora e fortaleza para seguirmos adiante. A meditação consiste em se procurar esvaziar a mente e, depois, concentrar-se naquilo que se deseja alcançar. Procura-se deixar o quarto vazio e começa-se a colocar o que se deseja, de modo a obter-se as respostas dos amigos espirituais. O pensamento é matéria. Com ele se podem plasmar as formas-pensamento (ideoplastias). Devemos procurar substituir as formas-pensamento negativas, pelas positivas. O que somos? Qual é o objetivo de nossa vida? Por que freqüentamos uma Casa Espírita? Dentre as caridades, a mais importante é a caridade moral, praticada através do silêncio, na hora certa, de um sorriso, abraço, tolerância, indulgência e paciência. Não vamos ser completistas, mas devemos nos esforçar para renovar nosso mundo interior. Ainda continuamos sem ver a trave no nosso olho, mas conseguimos ver, com grande facilidade, um argueiro no olho do outro. È preciso que falemos menos e ouçamos mais. Nas nossas tarefas é necessário ter muita paciência e compreensão, e que realizemos nosso trabalho com devotamento e dedicação. Contou a história de Otávio, que está relatada no livro O Mensageiro, de André Luiz, no Cap. 7 – A queda de Otávio. Acrescentou que a mediunidade pode ser trabalhada 24 horas por dia, pois mesmo durante o sono, quando ocorre a emancipação da alma, o Espírito continua trabalhando e se instruindo. Disse que era do tipo que apanhava uma casca de banana jogada em uma calçada, preocupada com a possibilidade de alguém escorregar nela e machucar-se. Sobre os deveres que o médium tem, para com a faculdade de que é portador, acrescentou que é preciso ter perseverança e disciplina e que somente um motivo, reconhecidamente de força maior, poderá desviá-lo de sua obrigação de participar das reuniões mediúnicas. Se, porventura, chega um parente à sua casa, na hora de ir ao Centro Espírita , este poderá esperá-lo, até que cumpra suas obrigações.

DEBATES (Perguntas e Respostas)

P1. Como devemos trabalhar com um médium que não gosta de estudar e acha que sabe tudo?

Marta: Há muita gente que acha que está pronto. O problema é da direção da Casa, que deverá ter regras de funcionamento, para serem cumpridas. Tem que tentar convencer, através do diálogo fraterno. A mediunidade não pode parar no tempo, tem-se que estar sempre estudando. Tem que ser colocado no Regimento Interno da Casa. Pode ser adotada a seguinte forma de proceder: se não atrapalha, se não dá nenhuma comunicação que comprometa os trabalhos, que fique, pois, neste caso, a entidade espírita o aciona. O médium não pode estacionar, senão ele fica dentro do grupo mediúnico, como se fora uma peça de decoração, um móvel, uma mesa. Ele que poderia vir a ser um instrumento de um Espírito mais esclarecido, pela falta de sintonia, o Espírito não se comunica.

P2. Se não temos o costume de meditar, estamos realizando um bom trabalho mediúnico:

Aldenice: Nós é que temos de discernir se fazemos ou não um bom trabalho. Temos que nos esforçar para isso. Uma senhora costuma dizer que nossos pensamentos são do tipo bailarino, como se dançassem constantemente. Temos que fixar idéias produtivas, e buscar a comunhão com o mais alto, após esvaziar a mente. Gastando uns 3 minutos fazendo uma prece, consegue-se concentrar mais o pensamento.

P3. Algumas Casas Espíritas não aceitam a mediunidade de cura. Há algo contrário a esse procedimento?

Marta: Isso é decisão da Casa Espírita. Algumas concentram seus esforços na assistência e promoção social; outras no estudo; outras na mediúnica e ainda outras, no chamado trabalho de cura. Sabemos que a cura verdadeira só vai acontecer quando repararmos os erros do passado. A cura está ligada à manifestação de causa e efeito. Contou o caso de uma pessoa com câncer, que uma Casa Espírita garantiu-lhe que seria curada. Como tal fato não aconteceu, a pessoa entrou na justiça com um processo contra a Casa Espírita, por ter sido gerada uma expectativa de cura e a mesma ter-se sentido ludibriada na sua boa fé, inclusive ter deixado de se tratar com os remédios convencionais, certa que iria curar-se, através do Espiritismo. O nome cura é uma faca de dois gumes, pois dá esperança infundada às pessoas. O Conselho Federal de Medicina pode, muito bem, considerar tais atividades como prática ilegal da Medicina, ou ainda, chamar de charlatanismo, ou até mesmo, prática de curandeirismo. O processo terapêutico/cirúrgico não cabe a uma Casa Espírita. O que a Casa Espírita pode fazer, deve estar sempre ligado ao Espírito, qual seja: Atendimento Espiritual, ou Auxílio Espiritual ou ainda, Assistência Espiritual. Uma solução encontrada, até mesmo para médicos e dentistas encarnados, foi deixar de atender na Casa Espírita, mas fazê-lo, nos seus consultórios e/ou clínicas, não cobrando do pessoal carente, encaminhado pela Casa Espírita. O Código Civil não permite o exercício dessas ciências biológicas em Casas Espíritas. Se a Casa insistir com tais atividades, seu Presidente é quem vai responder criminalmente, no caso de alguém dar parte na Polícia.

P4. Como posso saber se quando, em oração, estou sintonizado com os bons Espíritos?

Aldenice: Disse que era médium, mas ainda não conseguia identificar, através dos bons Espíritos, de que se tratava. Durante a realização da prece certa, com endereço certo e fé, estando concentrado, ao sentir uma coisa boa, como se fora um abraço amigo e experimentar uma sensação de grande alegria, certamente estará sintonizado com bons Espíritos. Não importa o nome do Espírito e sim o conteúdo da mensagem. Espíritos do grau evolutivo de um Bezerra de Menezes, por exemplo, têm o dom da ubiquidade, podendo surgirem em várias reuniões mediúnicas ao mesmo tempo, além disso, no caso de Bezerra, ele tem uma falange de colaboradores e pode se fazer representar por um deles, pois todos de sua equipe comungam, integralmente, com suas ideias e “falam a mesma linguagem” dele. É importante não perder de vista o dito evangélico que recomenda que é preferível rejeitar nove verdades do que aceitar uma mentira.

P5. É possível hipnotizar um Espírito?

Marta: Há quem utilize a hipnose visando fazer uma regressão de memória, a fim de que o Espírito comunicante consiga chegar às causas de seus atuais sofrimentos. Através das formas-pensamento induzidas, pode-se fazer com que o Espírito “veja”, através de quadros mentais, fatos acontecidos, que o levaram ao desencarne, por exemplo, com muita cautela e tato, evitando-se chocá-lo, pois muitos não sabem ainda que desencarnaram. A questão da hipnose precisa ser mais refletida. Os Espíritos obsessores nos hipnotizam, incutindo em nossa mente, ideias fixas, baixa auto-estima e procurando exercer um domínio sobre ela.

P6. Todos médiuns são iguais, em termos de mediunidade?

Aldenice: O que vai distinguir um do outro é o conhecimento mediúnico que tenha, assim como, aquele que está buscando sua reforma íntima. Bom médium não é o que recebe 2 ou 3 Espíritos, mas sim, o que procura fazer com que o Espiritismo entre nele e saia dele, na forma de obras e de bons procedimentos. Melhor médium é o que busca sua reforma interior e tornar-se um instrumento útil. São três as etapas necessárias: 1) Entrar no Espiritismo; 2) Conhecer o Espiritismo; 3) Por último, sair dele (aplicando tudo aquilo que aprendeu, em prol de seus semelhantes). Segundo O Livro dos Médiuns, o melhor médium é o que é menos enganado.

P7. É possível fazer uma ligação ou comunicação simultânea?

Marta: Não é aconselhável. Manoel Philomeno de Miranda e André Luiz, em suas obras, não recomendam, a não ser em casos excepcionais. Cada médium, em uma reunião mediúnica, tem uma função a desempenhar: de apoio (doação fluídica), de psicografia e de psicofonia. Tem-se que evitar, a todo custo, a quebra do circuito mediúnico. A reunião tem que ser planejada, organizada, de modo a definir quem e quando alguém vai falar, a fim de que se tenha um trabalho com qualidade e não em quantidade.

P8. É meritório trabalhar o perdão, sem esquecer as ofensas?

Aldenice: Tem-se que procurar esquecer as ofensas, sabendo-se ser difícil esquecer os atos que geraram as ofensas. Quem somos nós? Somos Espíritos imperfeitos que estamos trabalhando um pouquinho para nos melhorar. Precisamos transcender esse tipo de atitude. Sentimo-nos ofendidos, muitas vezes, em virtude dos melindres que temos ainda guardados dentro de nós.

P9. Há pessoas que acreditam ser entidades especiais, enviadas divinas. Como tratar com médiuns que se julgam assim?

Marta: Somos imperfeitos e sabemos que os médiuns são os maiores devedores, os quais, através do dom que Deus lhes confiou, devem procurar ajudar o próximo, visando redimir-se de faltas cometidas, no passado. Há necessidade de agir com mais humildade, para que a prova a que está sendo submetido, ou que aceitou cumprir, para resgate de dívidas, tenha validade.

P10. Como é possível uma pessoa que é depressiva e com baixa auto-estima, participar dos trabalhos numa Casa Espírita?

Aldenice: Essa pessoa tem que ser tratada clinicamente. Pode fazer terapia e ir à Casa Espírita, participar de atividades compatíveis com a sua atual situação, tais como: ouvir palestras e frequentar a Assistência Espiritual.

P11. O que fazer quando o médium apresenta certo desequilíbrio nervoso, inclusive não sabe lidar com a entidade comunicante?

Marta: Isso faz parte do processo da eclosão da mediunidade e da educação mediúnica. O médium, nessa situação precisa de estudo, prece, Evangelho no Lar, passe, trabalho no bem, para adquirir postura. Pode ser que precise parar, temporariamente, com a atividade mediúnica.

P12. É aconselhável cantar durante a reunião mediúnica?

Aldenice: Pode-se cantar nas reuniões de tratamento físico-espiritual, para que não interfira com suas formas-pensamento. Nas mediúnicas, não é o caso. As reuniões mediúnicas servem muito mais a nós, para nossa aprendizagem. Cada Casa tem suas peculiaridades, seus procedimentos, sem, contudo, afastar-se do que é preconizado nas obras da codificação. Em uma reunião mediúnica o canto não é aconselhável.

Dados compilados por Orlando Mota Maia, trabalhador do Centro Espírita Aurora Redentora – CEAR.

 

Você poderá baixar os slides deste seminário no repositório de arquivos da Coordenação Mediúnica.

Comentarios (1)Add Comment
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escrito por luciana leite costa, novembro 07, 2011
Bom dia, amigos!
Sou do interior do Estado, de Juazeiro do Norte e gostaria de saber como faço para adquirir o ingresso do Seminário com Divaldo no dia 30.12.2011, no Centro de Convenções.Peço que informem o telefone da FEEC.

Abraços,

Luciana

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